Proibiam-me:
De ir à praça, “certamente iria exibir-me....”
E de na igreja ascender o olhar aos céus
e ver o que seria o corpo do teu filho dividido.
Hoje, fatias de tudo separam-me da unidade que fui.
Então rogo-te:
Senhor, deixa-me em paz e dá-me do teu vinho multiplicado
para que eu possa, entre velas, flores e maçãs
pelo menos degustar o pomo do teu Adão.
Registrar as pulsões estéticas e concretizar em memória sensível o Belo, o Bom, o Bem, o Feio, o Ruim e o Mal é confirmar que "Viver é perigoso".... Escrever? Ler? A possibilidade de lançar-se em sutil vertente estabiliza o aparente intangível. É preciso entregar-se, como Narciso, mas remexer a água, tatear palavras, olhar seus significados e deslizá-las pelos dedos e boca, sorvendo-as, pois essenciais. Moldado o texto, recria-se o mundo; é tecida a aderência no real.
ENTRE, VENHA NAVEGAR
ENTRE, VENHA NAVEGAR
Gostei em especial deste poema. Seguindo teu espaço! Parabéns. Se puder, dar uma conferida em alguns trabalhos meus tb! abç!
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